Bebê Noah se reencontra com agentes funerários que o acharam vivo dentro de saco lacrado: 'Mix de emoções'

Noah se reencontra com agentes funerários que o acharam vivo dentro de saco "Não tem como descrever a emoção". Foi assim que a agente funerária Regina Cél...

Bebê Noah se reencontra com agentes funerários que o acharam vivo dentro de saco lacrado: 'Mix de emoções'
Bebê Noah se reencontra com agentes funerários que o acharam vivo dentro de saco lacrado: 'Mix de emoções' (Foto: Reprodução)

Noah se reencontra com agentes funerários que o acharam vivo dentro de saco "Não tem como descrever a emoção". Foi assim que a agente funerária Regina Célia Paschoal, que encontrou o bebê Noah Gabriel da Cruz Santos vivo dentro de um saco cerca de 2 horas após ter sido dado como morto em Rio Claro (SP), narrou o reencontro com o menino durante a comemoração de 'mêsversário' de 2 meses dele no último sábado (22). Quando completava um mês de vida, em 15 de julho, Noah sofreu uma parada cardiorrespiratória durante internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Rio Claro. O hospital informou que manobras de reanimação foram realizadas, mas que o óbito foi constatado. No entanto, no momento em que foi recolher o corpo para os procedimentos funerários, Regina viu o bebê se mexendo dentro de um saco, usado para colocar os cadáveres, que estava fechado com fitas e decidiu abri-lo, constatando que a criança estava viva. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Em nota, a Santa Casa informou que não houve falha e que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos. (Leia mais abaixo). LEIA TAMBÉM: Como bebê dado como morto foi encontrado com sinais vitais em saco funerário? Veja 12 pontos sobre caso Noah Reencontro com os agentes funerários Nas redes sociais, os familiares de Noah compartilharam imagens do reencontro do bebê com os agentes funerários Regina e Matheus durante a festa de comemoração dos 2 meses de vida dele, realizada no último sábado (22). "Os anjos que Deus colocou em nosso caminho para encontrar o nosso bebê milagre. Hoje, ao reencontrá-los pela primeira vez após tudo o que aconteceu, nosso coração se encheu de emoção. Obrigada por todo cuidado e por terem feito parte da história do nosso pequeno. Vocês sempre terão um lugar especial em nossos corações", afirmou os pais nas redes sociais. Agentes funerários que encontraram bebê dado como morto vivo o reencontraram no último domingo (23), em Rio Claro (SP) Redes Sociais 'Gratificante' A agente funerária Regina Célia Paschoal contou que já queria se reencontrar com o Noah há um tempo e que recebeu o convite dos pais do bebê para o 'mêsversário' dele. "Peguei ele no colo, foi gratificante ver o milagre ali vivo, gratificante ele tendo saúde, estar forte e ele está bem acolhido com os pais, familiares e ele está bem", afirmou Regina. Ela firmou que ficou muito feliz com o reencontro. "[Fiquei] contente, peguei ele no colo, tirei foto, foi maravilhoso. Foi uma tarde muito abençoada, gostei muito". O também agente funerário Matheus Batagello - que estava com Regina e foi o responsável por procurar uma enfermeira para verificar que o Noah estava se mexendo dentro do saco - está fazendo um horário de plantão diferente do dela e, por isso, o reencontro não ocorreu ao mesmo tempo, mas assim que ele saiu do trabalho, também foi visitar o bebê. 'Mix de emoções' Ao g1, Matheus afirmou que pegar o bebê no colo fez ele refletir sobre a vida. Segundo ele, esse foi o primeiro 'mêsversário' do menino em casa e por isso os pais convidaram eles para participar da confraternização. O agente contou que 'topou' o convite para reencontrar a criança. "É uma coisa inexplicável o sentimento de ter o Noah no colo e ver ele bem", descreveu. O agente funerário afirmou que tentou se manter firme. "Quando eu cheguei na casa deles, que eu vi ele, foi um 'mix' de emoções, né? Porque assim, eu fiquei muito feliz, na hora até tentei ser firme, segurar o choro". No entanto, como mora em outra cidade, Matheus afirmou que chorou bastante no percurso de volta para casa. "Chorei o caminho inteiro lembrando de tudo que aconteceu, de tudo como foi e naquele momento o que confortava é que Deus é maravilhoso". "Eu lembrando de tudo o que aconteceu, vendo ele bem, vivo, respirando, coraçãozinho batendo, ele chorando e aí eu fiquei pensando 'nossa, quantos pais queriam ter essa alegria, ter passado por isso de ter a notícia do filho ter falecido e logo após descobrir que seu filho está vivo'", finalizou. Relembre como agente funerária encontrou o bebê vivo: 'Emoção grande', diz agente funerária que percebeu sinais vitais de bebê dado como morto Alta do hospital Noah recebeu alta do Hospital das Clínicas de Bauru, onde estava hospitalizado desde 17 de julho, e retornou para a casa, em Rio Claro (SP), em 12 de agosto. Ele foi recebido por familiares com uma festa que teve bolo, salgadinho, bexigas e cartaz de boas-vindas. Nas redes sociais, os familiares de Noah comunicaram que "depois de tantos dias de luta, orações e milagres", o bebê teve alta e voltou para a casa. De acordo com o comunicado, ele segue em recuperação e usando uma sonda. "Agora tudo isso será acompanhado de pertinho, no conforto de casa", disse os familiares. Ele estava internado no no Centrinho, unidade especializada em anomalias craniofaciais vinculada ao Hospital das Clínicas de Bauru e à Universidade de São Paulo (USP), desde 17 de julho. No dia 31, Noah foi extubado e passou a respirar sem a ajuda de aparelhos. Noah, o bebê que foi dado como morto, foi recebido com festa após alta do hospital: 'No conforto de casa' Redes Sociais Mais notícias da região: TECNOLOGIA: Robô garçom vira atração em padaria e aumenta faturamento em até 60% no interior de SP INFLUENCER: Produtor rural de 67 anos viraliza com vida na roça e paixão por cavalos no interior de SP TRAGÉDIA: Motociclista morre em grave acidente na SP-207 no interior de SP Noah, de um mês, apresentou sinais vitais cerca de 2 horas após ser dado como morto em Rio Claro, SP Arquivo Pessoal Entenda o caso Noah foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal logo após o nascimento, em 15 de junho. Como precisava passar por uma cirurgia em um hospital especializado fora de Rio Claro, ele aguardava transferência, mas, de acordo com a Santa Casa, apresentou uma piora no estado de saúde e sofreu uma parada cardiorrespiratória, em 15 de julho, quando completava um mês de vida. O hospital disse que todas as manobras de reanimação cardiopulmonar foram iniciadas imediatamente e conduzidas por aproximadamente 45 minutos, seguindo os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Após as tentativas de reanimação, o óbito foi constatado no fim da tarde. Santa Casa de Rio Claro (SP) Wesley Almeida/EPTV Conforme o hospital, após a constatação do óbito, o bebê permaneceu por cerca de uma hora na UTI Neonatal para os procedimentos legais e acolhimento aos pais. Em seguida, foi encaminhado a outro setor para aguardar a retirada do corpo pela instituição escolhida pela família. A Santa Casa não descreveu quais critérios foram adotados para a declaração do óbito do bebê. Cerca de duas horas após a constatação do óbito, a funcionária da funerária percebeu a presença de sinais vitais e acionou a equipe hospitalar. O recém-nascido foi reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e voltou a receber cuidados intensivos. Na manhã de 17 de julho, o bebê foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Centrinho, em Bauru (SP), utilizando uma vaga pela qual já aguardava para continuidade do tratamento. Noah, de um mês, apresentou sinais vitais cerca de 2 horas após ser dado como morto em Rio Claro, SP Arquivo Pessoal Susto e emoção Em 17 anos de profissão, a agente funerária afirmou que nunca presenciou uma situação como essa. "Foi um susto, foi uma emoção grande de ver que a gente foi buscar um morto e estava vivo", disse Regina. O também agente funerário Matheus Batagello estava com Regina e foi o responsável por procurar uma enfermeira para verificar a situação. "Foi desesperador, mas com alívio, né?". Matheus disse que ficou em dúvida se poderia ser espasmo. "Eu falei [para as enfermeiras], 'meu, eu preciso que vocês vão lá ver porque está mexendo e está dando um tipo um soluço, como se estivesse engasgado. Então eu preciso que vocês vão lá para ter certeza'", relembrou. A agente funerária Regina Célia Paschoal percebeu que o menino Noah estava vivo dentro de saco em hospital em Rio Claro (SP) Wesley Almeida/EPTV O que diz a Santa Casa A Santa Casa de Rio Claro afirmou, em nota, que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos. A instituição declarou não ter identificado qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes no momento da constatação da morte. "O protocolo brasileiro para constatação de óbito é reconhecido por seu elevado rigor e segurança", disse a nota. O hospital destacou que a UTI Neonatal conta com estrutura especializada e equipe capacitada, incluindo a médica responsável pelo atendimento, que possui 14 anos de atuação em neonatologia. A Santa Casa afirmou que respeita as diferentes interpretações sobre o episódio e reconheceu o impacto do caso entre familiares e profissionais de saúde. O hospital encerrou a nota reafirmando o compromisso com a ciência, a ética e a transparência, ao mesmo tempo em que classificou o episódio como um acontecimento extraordinário que marcou profundamente todos os envolvidos. O que dizem os especialistas? Em entrevista ao Fantástico, o gerente médico do Hospital Infantil Sabará, Nelson Horigoshi, explicou que situações semelhantes são extremamente raras e costumam envolver adultos ou idosos. Uma das hipóteses descritas na literatura médica é a síndrome de Lázaro, caracterizada pelo retorno espontâneo da circulação após a interrupção das manobras de reanimação. No entanto, o especialista destaca que o caso de Noah foge do padrão. "Normalmente são minutos. Mais ou menos 70% das pessoas que retornam, retornam em até cinco minutos. Olha só como o caso dessa criança é excepcional. A gente está falando de horas", afirmou Horigoshi. REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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